Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Contagem regressiva

É final de bimestre e isso significa que a minha vida está uma loucura entre provas, diários, relatórios e festinhas  nas escolas. Estou contando os segundos para as férias e finalmente poder descansar  e  fazer um repouso vocal já que a bendita garganta está quase pifando de vez. Então, vamos lá, contem comigo... 
10...
9...
8...
7.....

Até breve!!! 


Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Aviso...




"Venha quando quiser,
ligue, chame, escreva...
tem espaço na casa e no coração,
só não se perca de mim.”

Caio Fernando Abreu


Terça-feira, 30 de Junho de 2009

"Agora, Inês é morta"


Muitos conhecem a frase "Inês é morta" e talvez já a usaram alguma vez, mas muitos também desconhecem a origem da frase e a história sobre Inês de Castro. É bom ressaltar que ao contar a história de Inês de Castro, oscilamos entre a verdade histórica e o mito que permeia o imaginário do povo.


Naquela época como sabemos, os casamentos eram arranjados pelos pais. Príncipes casavam-se com princesas por compromisso político. Dom Pedro I filho de D. Afonso IV nunca gostou desses arranjos que seu pai, o Rei de Portugal fazia, mas foi obrigado a casar-se com Dona Constança que tinha como dama de companhia Inês de Castro. Inês era filha bastarda de um notável cavaleiro galego de umas das famílias mais nobres e poderosas de Castela. Dom Pedro apaixonou-se por ela e viveram um caso de amor que causava enorme insatisfação ao Rei de Portugal. A mulher, Dona Constança, sabendo do caso convidou Inês para ser madrinha de seu primeiro filho, assim não poderia mais ser amante de seu marido, pois naquela época esse tipo de relação era considerada incestuosa pela Igreja. Mas, de nada adiantou. Os dois se amavam e continuavam com o romance. Dom Pedro não fazia nenhuma questão de esconder o que sentia. Então o Rei de Portugal enviou Inês ao exílio na Espanha onde ela permaneceu até que a mulher de D. Pedro I morreu após dar a luz ao terceiro filho do casal.


Viúvo, Dom Pedro manda buscar Inês e os dois passam a viver juntos, com uma forte influência castelhana, o que em nada agradava ao Rei D. Afonso IV e aos outros inimigos políticos de D. Pedro, pois temiam o perigo do domínio castelhano. O Rei pressionado pelos conselheiros Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho e Diogo Lopes Pacheco, aproveitando a ausência do filho que estava viajando, sentencia a execução de Inês que foi degolada por seus assassinos. Ela morreu clamando por misericórdia e pelo amor que sentia pelo marido.



A reação do príncipe foi de imensa revolta, lutou contra o pai e só selou a paz com ele por intervenção da mãe. Com a morte do pai, Dom Pedro assume o trono e procura os assassinos da amada matando-os arrancando seus corações. Ele declara que Inês de Castro seria coroada rainha de Portugal, pois os dois tinham se casado secretamente o que nunca foi comprovado. Dizem que Dom Pedro mandou vestir o corpo da amada com um lindo vestido de seda e muitas jóias, realizando a cerimônia de "beija-mão" e o coroamento do cadáver. Os nobres e clérigos foram obrigados a comparecer e a prestar homenagens a rainha morta.



D.Pedro mandou construir os mais belos túmulos no Mosteiro de Alcobaça (Portugal) um para a amada e outro para ele quando seu dia chegasse, um túmulo de frente para o outro, assim quando ressuscitasse no dia do juízo final encontraria frente a frente a mulher que tanto amou.

Inês de Castro morreu em 7 de Janeiro 1355 foi amante e declarada postumamente esposa legítima de Pedro I Rei de Portugal sua história de amor continua viva nas terras lusitanas e por todo o mundo, pois o episódio inspirou poetas, romancistas, dramaturgos, músicos e artistas plásticos de todas as épocas. Imortalizada em belos versos, enaltecida por escritores de ontem e de hoje, a triste história tem sido recriada pelas letras e pelas artes, ultrapassando as fronteiras do tempo. Camões, em umas das obras mais importantes da Literatura mundial, Os Lusíadas, fez referência a história no Canto III – “...mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...”


Mosteiro de Alcobaça, é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Foi fundado em 1178 pelos monges de cister. Local onde estão os restos mortais de Inês de Castro e D. Pedro I
Você já viveu uma situação que apesar de todo o esforço empregado já não adiantava mais nada? É exatamente isso o que a frase do título quer dizer, mas o que vale mesmo são os atos que ficam...


Esse post foi publicado originalmente em 1 de fevereiro de 2007 e é um dos mais procurados nesse blog. Por isso vale a republicação.


Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Só...




Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tão branca, na rua
A vejo chorar sozinha!…
As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas
Só a triste, coitadinha…
Tão triste na minha rua
Lá anda a chorar sozinha …
Eu chego então à janela:
E fico a olhar para a lua…
E fico a chorar com ela! [...]


[Florbela Espanca]
 

Do blog dela.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Aceita parceria???



Esse é o título dos e-mails que mais recebi nos últimos meses. Para a minha grande surpresa em quatro anos de blog eu nunca tinha recebido tanto esse tipo de “assédio”. Se por um lado isso me deixou até lisonjeada, afinal, alguns que entram aqui acham que meu blog tem visibilidade, por outro lado me peguei pensando no quanto em quatro anos o “jeito” de blogar mudou.

Se naquele tempo que comecei a blogar (e não faz tanto tempo assim) a gente trocava links por afinidade ou amizade, hoje quem cria um blog de antemão já procura os blogs que mais lhe proporcionarão acessos em seu endereço. Porém, o que mais me chamou atenção nesse tipo de e-mail spam “aceita parceria” foi a economia de palavras e o excesso de erros gramaticais e falta de educação. Em nenhum deles o remetente se apresentou ou explicou o motivo pelo qual achava interessante ter seu blog linkado no meu. Eu sei que meu e-mail serve de comunicação com as pessoas que me visitam, mas quando recebo um e-mail desse tipo não sinto a menor vontade de visitar o blog em questão.

Receber um comentário legal em uma das minhas postagens é a forma mais educada, pra mim, do blogueiro ter a minha visita e talvez ter um link no meu blog, se eu gostar do que ele escreve, é claro.
A troca de links ou parcerias ocorre geralmente entre os blogs que buscam ganhar dinheiro ou por outro motivo, não sei, mas no meu caso não é o que me “enche os olhos” nesse mundo dos blogs. Quero deixar claro que não vejo nenhum mal em troca de links, mas não é a minha praia.

De certa forma cada blog linkado aqui tem uma razão de ser, não são apenas endereços para mostrar a minha grande lista de blogs ou para que o meu blog seja linkado também.Não sei se o velho ditado “Diga-me com quem andas e te direi quem és” pode ser aplicado na troca de links de blogs, mas eu não gostaria de ter parceria, mesmo que através de um link, com blogs que tenham pornografia, pirataria, cópias de outros blogs ou blogs que de certa forma ferem os meus conceitos.

Eu blogo por prazer e só blogo quando estou com vontade, escrevo e publico aqui os assuntos que eu acho interessante. Me dou a liberdade de linkar quem eu quiser e ter os meus critérios para isso, portanto, não, eu não aceito parceria.